Quem sou eu

"Eu sou apenas um rapaz, latino americano..." apaixonado pela arte de escrever. Sou paciente e tranqüílio. Gosto de futebol, música, entre outras coisas.

19 de abril de 2007

Agora Falo


Este blog tem por finalidade receber textos escritos por mim (e outras pessoas) que se interessarem. Aquí, os mais diversos temas serão comentados sob o olhar crítico de um futuro jornalista. Gosto muito de escrever e farei desta ferramenta um objeto para divulgar meu conhecimento e opinião.

45 comentários:

Daniel Silva disse...

Caros amigos visitantes, agora vocês poderam expor suas opiniões sobre qualquer tema. Somos membroe de uma sociedade que busca a cada instante nos alienar, mas não iremos deixar que isso aconteça. Afinal, somos críticos e temos opinião própria. Então, este é o momento e o lugar. Mãos ao teclado.
Agradece, Daniel Silca

Daniel Silva disse...

E o tempo passa...e continuamos assim.

Amanhã é dia 21 de Abril. Para os fracos de memória eu lembro. Dia do Tiradentes, herói da Inconfidência Mineira. Pena que tantos anos depois de sua luta, aida vivamos num país tão desigual.
Que o dia de amanhã sirva para nós refletirmnos sobre nosso papel na sociedade, enquanto humanos. Sem amor para com o próximo, estamos parecendo mais máquinas, que execultam ordens.
Por Daniel Silva

Daniel Silva disse...

OPINIÃO
Por Daniel Silva


O assunto do “aborto”, tratado pelo secretário geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), é muito polêmico. O Brasil é um país majoritariamente católico e a CNBB jamais aceitaria isso. Se a idéia do ministro da saúde, José Gomes, de fazer um plebiscito para a aprovação ou não da questão for levada em frente, acho que o futuro arcebispo terá seus desejos contrariados.
Acredito em responsabilidade como um norte para nossas vidas. Qualquer atividade que formos fazer temos que considerá-la. Por este motivo sou contra o aborto. Não porque a minha igreja, a Católica, prega isso. Sou contra pelo fato de achar que vivendo em um lugar onde o que mais se tem são campanhas de prevenção à gravidez, é inaceitável alguém querer tirar a vida de outra por causa de descuido. Aliás, descuido não, irresponsabilidade. Mesmo a Medicina dizendo que durante as primeiras semanas de vida, o feto não pode ser considerado uma pessoa.
Sou consciente de que muitos casos o melhor mesmo é um aborto, pois se trata de mães despreparadas que não terão condições de formar seu filho.Mas a vida, como bem frisa o secretário, é muito valiosa e é um direito de todos.
Com o aborto sendo aprovado no Brasil, certamente surgirá outro problema. Certamente inúmeras clínicas especializadas na área surgirão e corremos o risco de vivenciarmos o chamado “mercado do aborto”. O assunto realmente requer discussão. O que, na verdade existe por trás desse desejo de legalizar o aborto País? A quem diga que tem um jogo de interesse muito grande por parte de empresários. Afinal, sempre dizemos que o que temos de mais valioso é a vida. Ela irá custa caro. Não para tê-la, mas para tirá-la. Mais quem vai se importar. Dá-se dinheiro, é o que interessa.
Concordo quando D. Odilo Scherer fala da valorização da vida. E se gostamos tanto de viver, porque negar esse prazer a outro. Sofremos muito durante toda a nossa evolução. Agora que chegamos a um nível elevado parece que estamos querendo “desevoluir”.
Assim, não acho certo cometer aborto para se livrar de um problema que poderia facilmente ser evitado. A meu ver, é mais uma forma de cópia que o Brasil quer implantar. Tudo que tem nos países desenvolvidos queremos ter aqui. Ainda que isso cause transtorno. O problema é que a nossa sociedade é regida por valores capitalistas. Prega o consumo. Dessa forma, só vejo uma maneira de mudar isso. É com a conscientização das pessoas, o que não é fácil.

Daniel Silva disse...

Minha Leitura de mundo










Mostrar como o ato da leitura se dar em nossas vidas não é tarefa fácil. Aqui debruçado sobre estas linhas, dividirei estes acontecimentos em dois momentos: Antes e depois de vir morar na cidade.
Ao interior, onde passei toda a minha infância, posso relacionar um trecho de Bordenave, onde ele coloca a forma como nos tornamos gente, através dos conhecimentos adquiridos no bairro, na escola e na nossa turma.
Naquela época, minha família, mesmo sendo formada só por quatro pessoas: eu , meu pai, minha mãe e minha irmã, não vivia completa. Meu pai trabalhava ora em São Paulo, ora no Rio e em outros lugares. O certo e que na infância vivi mais com minha mãe e minha avó, e tinha meu primo que dormia com a gente. Papai com pouco estudo,aliás quase nada, só estudou até a 4ª série, sempre deu duro para me dar o melhor que pudesse, e minha mãe com a 3ª série também se esforçava. Éramos simples, mas eles sempre me ensinavam que eu poderia ser o que eu quisesse, só dependeria de mim.
Ter uma infância no interior é ter liberdade. Um exemplo desta liberdade e que quase sempre não terminava bem, era quando na hora do recreio eu ia jogar bola. Numa destas aventuras, fui jogar com os óculos no bolso, (é, quando pequeno usava óculos), e os quebrei. Meu pai disse que eu poderia ficar cego, pois outro não compraria. Até hoje agradeço por aquele acidente, depois dele nunca mais precisei de óculos. Foi até legal. Sair para jogar escondido era a danação preferida, era uma aventura. Sabia que quando chegasse apanharia, mas o desejo por uma realização era bem mais forte. Aquelas experiências ensinavam-me que nossos objetivos têm que vir em primeiro lugar.
Ser interiorano é cultivar alguns hábitos. Eles a princípio não significam nada, mas todos têm sua importância no processo de formação da pessoa. Era de costume em minha família visitarmos minha madrinha à tarde. O caminho, mata adentro, revelava-me coisas exuberantes. No percurso ia tentando adivinhar o nome das árvores e dos pássaros que cantavam. Não entendia por que naquele trecho tinham tantas árvores parecidas, e perguntava para minha mãe, mas ela não sabia. Sem a leitura da palavra não entendia que aquela era a vegetação típica do lugar. Somente num segundo momento de minha vida, do qual falarei adiante, é que percebi que tudo ali fazia sentido. Os mandacarus que eu via eram representantes da caatinga e não “plantas-soldado” como eu as definia. No rio que passava perto de minha casa, costumava engolir peixinhos , pois segundo meus amigos, eles nos tornavam bons nadadores. Hoje sei que aquilo tem nome, “senso comum”. Naquela época, era o mais puro conhecimento de meus amigos, ou seja, era o mesmo senso comum, só que mostrado com leitura de mundo e não de palavra. Agora para mim, eles formam a leitura da palavramundo.
Minha educação pedagógica iniciou aos três anos e, lá naquele simples colégio nunca tive dificuldades. Modéstia a parte sempre fui um dos melhores, se não o melhor aluno. Costumamos dizer que tudo o que fazemos tem uma base. A base de minha educação escolar foi a minha educação como pessoa humana. Isso ocorreu ao longo de minha vida. A catequese mostrou-me que é importante perceber os detalhes a nossa volta. Foi sem dúvidas mais um processo de aprendizado. Eram aqueles ensinamentos mundanos que formariam em mim uma consciência perceptível. Perceber, era o que minha avó fazia de melhor. Com seus diagnósticos quase médicos ela sempre dizia qual a minha doença, ou me proibia de comer manga após tomar café, ou coisa parecida. Para ela, aquilo era o certo, ela me ensinava e isso ficou no meu consciente. À tarde, em frente a minha casa, costumava ver as imagens que as nuvens formavam. Elas sempre formavam as imagens que eu queria.Era a minha leitura das nuvens. Se alguém chegasse e falasse que aquilo era a água no estado gasoso, certamente discordaria. Mas aquilo foi importante para a minha compreensão dos estados físicos da água tempos depois.
Ler o mundo para compreender a palavra. Foi exatamente isso que aconteceu quando junto com meus amigos, brincava interpretando personagens que só existiam em nossas imaginações. Inocentemente eu começava a ter uma postura que me ajudaria mais tarde nas apresentações de seminários. Outra ajuda importante que tive foi dada por um rádio que tínhamos. Foi ouvindo-o que percebi que era jornalista que eu queria ser. Naquele momento talvez tenha agido pela emoção, mas é pela emoção em ler o mundo que nos cerca, que nos impulsionamos para a compreensão da palavra escrita, falada ou gesticulada.
Até aqui o meu conceito de mundo era restrito ao que ouvia de minha mãe, e de meu pai que sempre viajava, como já comentei, e trazia sempre ótimas experiências. Através de seus relatos percebia por alto os perigos do mundo lá fora, pois ali onde vivia é como se estivesse trancado. Tudo era só imaginação, mas aquele desejo de conhecer e compreender aquele mundo exterior sempre agia dentro de mim. Ali o que sabia também vinha das conversas que ouvia dos mais velhos.Sempre acreditei que se aprende mais quando se ouve que quando falamos. A minha leitura da palavra veio cedo e com ela novas descobertas. Refiro-me àquela leitura simples, acompanhada de “ba,be,bi”, não àquela suficiente para entender tudo a minha volta, mais corriqueira em tal processo.
Um dia tive medo de encarar o mundo. Exatamente o mundo do qual meu pai sempre me falara e o qual sempre quis conhecer. Foi quando minha tia, que morava na cidade, convidou-me para morar com ela e seguir meus estudos, pois na ocasião já tinha terminado a 4ª série e estava sem estudar. Na inocência de adolescente cometi meu maior erro. Não aceitei. Mas são com os erros que aprendemos e eu aprendi com aquele. E foi por causa desse erro que minha vida mudou. Ainda lembro do dia em que minha mãe chegou até mim e falou: “meu filho, falei com seu pai ao telefone, ele disse que vamos morar em Teresina”. Aquelas palavras soaram como cantorias que nos elevam a alma. Eu e minha mãe iríamos realizar nossos sonhos. Eu de continuar a estudar e ser jornalista, ela de morar na cidade. Àquela época, o meu sonho ainda era muito sonho, mas eu venceria.
O grande momento ocorreu em agosto de 1998. Foi a época que mudamos para a cidade. O meu sonho de desbravar o mundo começava. Aquela mudança me fez perceber que era muito pouca a minha visão de mundo e que precisava logo ampliá-la. O encontro com o mundo novo me assustou. Do interior, trouxe aquela leitura de mundo um pouco escassa, mas tive que usá-la para conhecer aqueles que se aproximavam de mim. O tempo ia passando, os amigos iam chegando e com eles eu me sentia mais seguro. Quando aqui cheguei, tinha um único objetivo: o estudo da palavra, que me levaria ao topo do mundo. Logo constatei como era diferente o vocabulário da cidade grande em relação ao interior. Confesso que descartei alguns velhos vocabulários para assimilar novos. Naquele momento de adaptação eu pensava que teria de me acostumar com aquelas palavras novas. Hoje, entendo que o que fiz foi seguir o pensamento de Heráclito, onde nada é estático. Eu também não era, e tinha que mudar. Mais uma vez a leitura da palavra ajudava-me a compreender o mundo.
A nova etapa de estudos era um sucesso e os meus conceitos de mundo mudavam a cada dia. Mas aquela leitura que fazia anteriormente não foi abandonada, ela servia para eu entender o que havia mudado. A cada nova série escolar ia descobrindo que minha mãe e minha avó estavam equivocadas em relação a muitas coisas que me ensinavam. Tudo que me passavam era apenas senso comum, mas eu não podia contestar tais ensinamentos. Eles foram importantes na minha formação, e cada um ler o mundo em que vive. Como poderiam ensinar-me algo que não conheciam. Aqui a escola só me faz ficar mais atento, e uma coisa era certa: na cidade a minha leitura de mundo não é igual ao interior, ela é mais crítica, mais movida pela razão e não pela emoção, pois a palavra já é entendida por mim com mais facilidade.
Um fato importante que me aconteceu e que tem uma relação direta com o Jornalismo, foi quando comecei a coordenar um grupo de jovens. Falando em público a cada encontro, eu descobri realmente que aquela era a área em que eu iria me profissionalizar.
Finalmente veio os vestibulares e a faculdade. Vestibular fiz dois, passei em um. Era a concretização de um sonho, que agora era mais real que sonho e, que descobri desde pequeno, entrar na faculdade e seguir minha carreira. No mundo acadêmico, encontrei-me com Paulo Freire e tudo aquilo que não compreendia veio às claras. Todos os atos que fazia para compreender o que acontecia a minha volta, era a minha leitura de mundo. A minha riqueza cultural é algo indispensável para viver numa sociedade que a cada momento quer nos impor algo novo. É a relação entre o pedagógico e o político. Ela quer que saibamos ler a ponto de entender suas imposições. Ler a ponto de questioná-las, jamais. É uma sociedade altamente capitalista. E era este espírito capitalista que sempre esteve presente em minha família e não sabia o que era. Como somos uma família simples, sempre economizamos alguma coisa. Antes não compreendia. Agora, após conhecer Weber, descobri que aquelas atitudes econômicas resumem o “espírito do capitalismo”.
Hoje, a visão de mundo é mais ampla, sou consciente da importância do entendimento do mundo para o aprendizado da leitura. O conhecimento traz dúvidas, nem um nem outro acaba. Precisamos buscar o conhecimento para solucionar os problemas.
Os anos passaram e com eles eu sai de menino sonhador a futuro jornalista. Agora é real e como meus pais sempre falaram, dó depende de mim. Percebo, anos depois, o quanto perdi em não aceitar aquele convite. O mundo é uma escola e precisamos entrar logo nela. Descobri a grande diferença entre ler o mundo e ler a palavra. Ler a palavra requer regras, estilos e isso nos limita. Já a leitura do mundo ocorre de forma espontânea, se dá sem que percebamos. Ler o mundo é colocar em prática nossa cultura.
Como frisei no início deste trabalho, não foi fácil organizar estas idéias. Mas agora sou outro, como foi agradável refazer minha vida e como foi legal ver que a leitura de palavras, de frases serve para compreendermos nossa vida. Como é interessante descobrir a forma como a leitura acontece em cada um. Como é maravilhoso perceber que cada um, mesmo sem estudo, já é um sábio.

Daniel Silva disse...

Quando Cabral voltar

Perplexidade. Esta talves seja a melhor palavra para definir o estado que ficará o então intitulado descobridor do Brasil, Pedro Álvares Cabral.
Se um dia ele tiver a opotunidade de passar por aquí novamente, cor dor no peito, verá no que transformamos aquela terra que outrora ele descobrira. Da nação um dia chamada de "Terra Brasilis", quase tudo já foi sugado, e a presença da devastação do homem é visível por todo lugar.
Ainda sobre Cabral, no último domingo, dia 22 de abril, foi aniversário do país. Infelizmente, a mídia, que é quem tem o poder de dá ênfase aos assuntos não deu a mínima. Mas é de se entender, afinal,era domingo e poucos são os programas jornalístico. E depois já são mais de 500 anos, o que é um animnho a mais.
Tanto a destruição a que estamos submetendo o Braisl e o esquecimento dele são provas de nacionalismo. Sejamos tal qual o nosso glorioso Policarpo Quaresma foi. Vocês sabem quem foi ele não sabem???

Daniel Silva disse...

Dá-lhe "Agenda Setting"

Aqueles que acreditam que "Teorias" ficam engavetadas junto com o diploma e que Jornalismo se aprende é na prática foram surpreendidos nesta terça-feira,24. Todos os joranis de Teresina foram "agendados" pelo "fechamento dos bingos na capital". O assunto foi capa dos três jornais e nos sites e portais o assunto era o mesmo. Isso é mais que prova da presença das Teorias do Jornalismo na atividade diária, só não vê quem não quer.
O ditado que diz: "Teoria é Teoria e prática é pratica' deve ser corrigido. Deve ser assim: "Teroria e Teoria e prática é o uso das teorias".

Daniel Silva disse...

De olhos Grudados

Se você teve a oportunidade de assistir ao programa "Roda Viva", desta segunda-feira,23, que foi ao ar na TV Cultura, certamente não conseguiu tirar os olhos da telinha. O entrevistado da noite foi o Secretário das Comunicações Sociais, Franklin Martins. O Secre tário falou sobre o tema "Televisão Pública", mas também abordou outros temas ligados à política.
Com a experiência de anos como comentarista de TV, Franklin deu explicações, conceitos, formas de atuação e mostrou como é realmente uma TV pública. Ele comentou sobre a melhora da relaçaõ entre governo e mídia, além do aprendizado do governo com os erros.
Enfim, foi a chance de se ter uma aula sobre televisão Pública no país. Pena que nem todos puderam assistir. É que na Globo estava passamndo um filme "massa"!!!.

Daniel Silva disse...

Patriotismo se aprende em casa

A música, “O Estrangeiro”, de Caetano Veloso faz uma referência a um dos pontos turísticos do Rio de Janeiro, a Baía de Guanabara. O compositor fala da relação de alguns artistas europeus com a Baía de Guanabara, que ele “não conhece”, mas já a ama. Na música, ele fala do prazer que tem em vê-la. Para ele é ficar cego só em admirá-la. Quando ele diz que ela é ao mesmo tempo bela e banguela, acho que se refere aos problemas existentes lá. Queria mostrar que em toda beleza podemos encontrar algo de ruim.
Caetano também fala das impressões dos estrangeiros com relação aos brasileiros. Abaixo os índios e nada esperar dos negros. Ele valoriza sua terra e diz que mesmo sem ser estrangeiro gosta de tudo e sempre vê o que deseja. Mostra através desta música que pessoas diferentes podem ter visões diferentes sobre o mesmo lugar. Que sua “Baía” pode ser amada por uns e odiada por outros.
Pode se perceber pela letra que Caetano é um bom conhecedor dos cartões postais do Rio de Janeiro, pois relata alguns. Sempre procurando engrandecê-los, constrói uma imagem bem interessante da cidade maravilhosa, mas não esquecendo de suas limitações. O compositor ainda cita alguns movimentos literários associando com a forma de pensar dos estrangeiros.
Considerado um dos maiores compositores do Brasil, Caetano Veloso foi bem feliz em compor esta música. Apesar da letra ser um pouco complicada, por ele falar de artistas que não são muito conhecidos aqui, ele conseguiu passar sua mensagem. É preciso que cada um defenda suas origens e não deixem que falem mal de nosso lugar. Não é preciso que sejamos xenófobos, apenas ele quer que sejamos mais críticos com relação aos estrangeiros que invadem nosso país e falam mal. É claro que ele reconhece aqueles que admiram o país e é muito grato.
Um outro ponto interessante desta música é a parte instrumental. A melodia passa ao ouvinte uma idéia de melancolia, como se estivesse à beira mar, andando e refletindo sobre a visão dos europeus para com o nosso país. O som dos instrumentos, às vezes, fica mais auto que sua voz e dificulta a compreensão da letra. O mixador, Roger Mountain foi muito feliz e consegui um belo trabalho. Não digo o mesmo da voz, que era em certos momentos muito baixa. Mas no geral, a equipe técnica conseguiu despertar nos ouvintes um sentimento de inquietação e a forma adotada da mixagem nos convida a termos uma atenção especial na letra.
Ele finaliza nos atentando para que sejamos desconfiados dos europeus. Desconfiado no sentido de não achar que tudo que eles falam e criam é melhor que o que nós fazemos.

Daniel Silva disse...

Vamos...pensar...um...pouco...

Foi aprovada na última semana, a lei de redução da maioridade penal. Foram anos de luta e, enfim, conseguimos. A aprovação significa uma conquista para a sociedade, que cada vez nmais sofre com a ação de menores. Até aí tudo bem. Vamos reduzir os crimes cometidos por aqueles garotos e garotas de 18 anos. Agora eles são maiores.
O meu medo é justamente po seguinte: A partir de então, pessoas com 18 anos serão penalizadas por seus crimes. Mas e os menores de 18. Continuarão protegidos pela lei. Seus crimes serão "perdoados", como eram os crimes dos jovens de 18 anos.
Vamos pensar um pouco. Ainda acredito na educação como melhor "Lei".

Daniel Silva disse...

Eles não sabiam!!!

O Jornal “O Dia” desta sexta-feira, 27 de abril, publicou uma matéria falando de algo que não é novidade para ninguém. A matéria mostrava o baixo índice na educação pública do Estado. Acho que o fato da educação particular ser a melhor do Brasil fecha os olhos de muita gente. Pois é isso mesmo, temos a pior educação pública do Brasil. Para os governantes do Piauí, que acreditam na educação, como forma de crescimento do seu povo, a responsabilidade aumenta. Precisa-se fazer muito ainda por aqui. É uma vergonha.
.
Por Daniel Silva

Daniel Silva disse...

Jornalista: “representante do povo”

D
esde que resolvi cursar Jornalismo, sempre tive em mente a verdadeira função da profissão. Queria exercê-la para poder ajudar a melhorar a situação social do meu país. Mas é claro que envolvido no meio, é impossível não deixar aquele gostinho de fama nos atingir. O estrelato, sem dúvida, aparece nas nossas ações. Ainda que de forma controlada, ser jornalista passa a idéia de status e glamour.
No texto “Regime higiênico-dietético”, o Dr. Dráuzio Varella faz uma retrospectiva de sua vida dedicada à Medicina. Segundo ele, acompanhou toda a evolução da área e descobriu que infelizmente não podem salvar a todos. Desta mesma forma, acredito que o Jornalismo também não tem tanto poder assim para mudar uma nação. Aliás, poder até tem, o que acontece é que ser jornalista é, como em outras profissões, seguir ordens. Não dá para fazer tudo o que queremos. Por trás da empresa rege uma hierarquia que valoriza, na maioria das vezes, coisas que não ajudam a sociedade a crescer.
A mudança de filosofia dentro da Medicina foi apontada pelo Dr. Dráuzio, como a maior evolução da área. Partindo daí, talvez se tenha um modelo a seguir dentro do jornalismo. Com uma nova visão sobre o mundo que vivemos, as empresas podem sim ajudar na verdadeira função do Jornalismo. A função social de auxiliar na construção de uma sociedade mais digna.
Semelhante à Medicina, onde as pessoas vêem nos médicos os salvares de vidas, o Jornalista também é visto como representante do povo. Mário Erbolato, chegou a definir os jornalistas como representantes da população. É , portanto uma profissão diretamente relacionada com o público. É claro que o médico também reconheceu a verdadeira função da profissão, ao se lembrar de uma antiga paciente. Ele disse que “auxiliar sofrimentos humanos”, esta sim é a verdadeira missão deles. Acho que a definição de Erbolato se enquadra muito bem na verdadeira missão dos Jornalistas
Dr. Dráuzio Varella falou ainda do entendimento que se precisa ter sobre a profissão. Segundo ele, os problemas são resolvidos mais depressa quando sabemos exatamente o que temos que fazer. Em mais de trinta anos de carreira, Dr. Dráuzio Varella levou alguns deles para realmente entender como trabalhar de forma eficiente. No momento estou cursando apenas o terceiro período do curso. Tenho uma noção clara do papel que quero desempenhar na minha profissão. Mas sei que no dia-a-dia da profissão, talvez não poderei exercê-la como gostaria. Sei que com o tempo terei descobrido coisas novas. Mas sou convicto de que posso, como representante do povo, ajudá-los a crescer.

Daniel Silva disse...

E 119 anos depois...

No útimo dia 13 de maio, o Brasil comemorou os 119 anos de "Abolição da Escravatura". Mas aquí refaço meu pensamento. A palavra 'comemorou' que empreguei acima é mera figura de linguagem, pois todos sabem a atual situação dos negros no país. É bem verdade que conseguiram algumas conquistas, mas ainda há muito para se conquistar. Superficialmente está tudo bem, e escravois é coisa de mais de um século atrás. Mas não precisa ser nenhum gênio para saber que ainda são muitos os que vivem nos porões da nossa sociedade, jogados ao esquecimento.
Pior que a escravidão racial, é a escravidão ideológica, e disso o Brasil está cheio. Infelizmente a arrogância de uns contamina uma boa parte da nosa sociedade. Muitos anos depois ainda somos escravizados por um povo que se diz democrata. A escravidão acabou para quem sempre esteve livre. A luta continua.

Daniel Silva disse...

Quando o encanto acaba

Analisando a atitude de alguns jogadores nos últimos anos, chego a uma conclusção: o encanto em jogar pela seleção brasileira parece que não é mais o mesmo. Não para os milhionários da bola. Todo o fascínio que a seleção da década de 70 exercia ficou para trás. A emoção em representar o país mundo afora agora é muito subjetivo. Jogar pela seleção é só se sobrar tempo. Reconheço a exausta maratona deles, mas creio que quando se tem objetivos, sempre se arranja um tempo, e para muitos, esse objetivo já não existe mais. Reconheço que disputam campeonatos longos e chegam ao final da temporada muito cansados. Até acho que merecem férias. Mas cá para nós, o sugeito que já está com os bolsos cheios, já ganhou praticamente tudo no esporte,vai se preoculpar em disputar mais uma competiçaõ. Sem contar o medo que eles têm de se contundirem e não poderem voltar para seus clubes, porque dinheiro mesmo, eles ganham é lá.

Daniel Silva disse...

O planeta Terra pede socorro

O Homem, desde sua origem sempre buscou evoluir. Vencer desafios e ultrapassar limites foram marcas da humanidade ao longo da sua existência. Durante todo esse tempo presenciou várias mudanças e, agindo como manda a lei da selva, foi se transformando numa máquina. Ele evoluiu sua mente e com tal façanha criou as maiores aberrações já existentes. Sua falta de consciência, aliada ao desejo incontrolável do lucro, o fez refém de si próprio. Hoje, está entrando em extinção pelas próprias mãos.
Certamente se toda espécie a humana parar e refletir sobre o mundo que vive perceberá como ele está destruído. A humanidade tem conhecimento destes problemas, pois a cada dia, novas pesquisas atentam para estas questões. É algo que está à sua frente, mas agindo como uma massa inconsciente, não quer ver. Como as previsões para a destruição dos bens naturais são para o futuro, cada um parece não se importar. Não estarão lá para presenciar essa catástrofe. As futuras gerações que paguem o preço. Mas acontece que o futuro está sendo agora mesmo e não percebem.
No mês passado, a ONU (Organização das Nações Unidas), divulgou um relatório voltado para os problemas que estão provocando a destruição do planeta por meio das ações humanas. Nele, foram constatados problemas graves para as futuras gerações, inclusive do Brasil. Nos próximos 70 anos, 25% da selva Amazônica terá desaparecido, além das áreas cultiváveis de café, em São Paulo. No relatório também foram apontados os países que mais sofrerão com o problema do aquecimento global. Serão justamente os países mais pobres que poluem menos. A corda sempre arrebenta do lado mais fraco.
Nos próximos anos, 20% da população do mundo enfrentará problemas devido ao aumento da temperatura. As zonas climáticas atuais desaparecerão e outras desconhecidas surgirão. Áreas de muita biodiversidade, como a Floresta Amazônica, serão bastante prejudicadas. O aquecimento global derreterá ainda as calotas polares, causando mortes por enchentes nos países baixos. Tudo isso devido à emissão de gás carbônico. Só para se ter uma idéia, 40% da energia do mundo é obtida através da queima de carvão.
Todo o problema do efeito estufa, chama-se emissão de CO2 na atmosfera. Partindo daí, sabemos o que fazer para diminuir essa emissão. Mas reduzir algo ligado diretamente ao dinheiro é complicado.Mesmo assim ainda podemos fazer algo para que o planeta não seja extinto. Basta que adotemos ações mais humanas, que reduzam a emissão de CO2. Esse objetivo pode ser obtido com: O uso do álcool combustível em substituição aos produtos derivados do petróleo - no Brasil, já tem uma boa produção deste produto; a obtenção de energia solar; dirigir menos; usar pneus calibrados; usar menos água quente ao tomar banho; reciclar o lixo doméstico; evitar comprar produtos com muitas embalagens; plantar árvores; usar lâmpadas fluorescentes – o uso delas reduz a emissão de 80 Kl de CO2 por ano; e acreditem, comer menos carne – porque a queima de 1 caloria de proteína animal gasta dez vezes mais energia que a queima de 1caloria de proteína vegetal. Aliado a tudo isso, um desejo forte de mudança, uma conscientização mútua. Toda vez, por exemplo, que alguns países ultrapassassem uma meta estabelecida, sofressem restrições no cenário mundial. Tudo isso e muito mais, é o que podemos fazer para que a espécie humana seja perpetuada e continue em evolução.
A atmosfera está sufocada. Para que ela volte a se estabilizar, é preciso uma redução de pelo menos 60% da emissão dos causadores do efeito estufa. A evolução humana foi algo fantástico. Saímos de um estágio bem rude para um altamente inteligente. Essa inteligência que possuímos, deve ser responsável por nossas conquistas e não por nossa destruição. É preciso continuar em estado evolutivo, mostrar também uma contribuição para as gerações futuras.
As previsões para o agravamento dos problemas ambientais são para o futuro, mas no momento já sentimos na pele como será, quando tudo isso se concretizar. Os furacões e tempestades têm mostrado toda a fúria da natureza, que agredida a cada dia, reage a altura. Problemas na economia, agricultura tradicional, retorno de doenças infecciosas também aparecem na lista das complicações que a sociedade enfrentará. Mesmo assim, o Homem faz de conta que não tem nada a ver com isso. Parece que as pessoas pensam desta forma: que culpa eu tenho se acontece um furacão em Nova Orleans, EUA? Os Americanos que se danem.. O que acontece é o chamado efeito borboleta, ação e reação e a ação de um implica na vida do outro.
Assim, o Homem que sempre acompanhou a extinção das outras espécies, vivencia a passos lentos a sua extinção. O desrespeito ao meio ambiente vai custar caro. Vai custar a vida no planeta mais exuberante que existe. No entanto, ainda há uma solução para evitar esse fim trágico. O Homem precisa passar por uma grande transformação para que continue a viver em harmonia com a natureza. Se vivemos em uma sociedade que não temos tempo para pensar no próximo, façamos o nosso próprio mundo. Sejamos responsáveis por aquilo que nos é mais valioso, a nossa vida.

Daniel Silva disse...
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Daniel Silva disse...
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Daniel Silva disse...

A telona

Inaugurado em fevereiro de 1895, pelos irmãos Lumière, o Cinema encanta e fascina a todos os seus admiradores. Para os cinéfilos, a sétima arte consegue driblar aquilo que nos é inevitável, a morte.
Considerado a fotografia em movimento, o Cinema surgiu junto com a revolução Inglesa e é a única arte que tem data de nascimento. Ele está inserido numa produção industrial e anda de braços dados com o Jornalismo.
No Brasil, seu início data de agosto de 1895, portanto, apenas 6 meses de defasagem. O Cinema aproxima o mundo e é um excelente meio de comunicação, pois reflete a vida da sociedade. Nele, cada um já se viu identificado. Pena que ainda são poucos os apreciantes desta arte.

Anônimo disse...
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Daniel Silva disse...

Em nosso MEIO, AMBIENTE destruído.

Ele não é mais o mesmo. Submetido a cada dia à sua condenação e extinção, ele parece não ter mais força para lutar. Hoje, 5 de junho, é seu aniversário, mas não tem muito o que comemorar. Como presente, ganhará alguns minutos de atenção, mesmo assim, em seu semblanmte se percebe toda a agonia de quem está quase morrendo. A atenção de hoje tem de ser todo dia. Pena que amanhã será um novo dia e todos aqueles que hoje se lembraram dele, logo estarão dando a sua sentença outra vez, como sempre fazem. É triste, pois sem dúvidas, é uma das coisa mais importantes que temos.
Ele está ao mosso redor com sua calmaria. Só quer um pouco de atenção. Mas parece que é pedir muito anós.Não ligamos pra sua conservação, logo ele que é responsável diretamente por nossa existência.
Em MEIO a tudo isso, vivemos em um AMBIENTE de faz de conta. Talvez quando o perdermos, se não formos junto com ele, começaremos a contemplá-lo. Aí será muito tarde.

Daniel Silva disse...

Quando não é seis é meia dúzia

Não defendo sigla partidária, nem tão pouco sou fã do atual prefeito, mas o que está acontecendo em nossa cidade é um caso sério. O carro do fumacê, que era para amenizar o problema do mosquito da dengue, está causando alergia em algumas pessoas. Desse jeito não tem prefeito que resolva o problema de saúde. O que para resolveria um problema, está gerando outro. Está difícil doutor Sílvio.

Daniel Silva disse...

Na busca pelo topo

O tema "Guerra pela audiência" esteve em pauta no programa "Ver Tv", deste domingo, 2. Entre os entrevistrados na TV Cãmara, estava a colunista do jornal "O Estado de São Paulo", Leila Reis. A jornalista disse que nessa disputa pela pela audiência entre as emisssoras brasileiras, a TV pública tem de se posicionar de forma diferente. Para ela, a TV pública tem de abrir esse leque e dá novas opções para os telespectadores.
Segundo ela, esta briga pelo topo na audiência, muitas vezes o público fica prejudicado, pois as emissoras recorrem a uma programação de baixa qualidade no conteúdo. Tudo isso para atingir a maior quantidade de pessoas que assistem televisão que são da classe baixa e, portanto, exigem menos das TVS.
Isso nos faz exigir que a busca pelo primeiro lugar seja aliada à qualidade da programação, pois somos telespectadores temos esse direito.

Daniel Silva disse...

Tão importante quanto à prática é a teoria. Ter uma base teórica é fundamental no processo de construção textual. Por isso, ao longo de 1 ano de estudos, elaborei um resumo das principais teorias do Jornalismo.

TEORIA HIPODÉRMICA
Baseada na psicologia Behaviorista de estímulo-resposta, a Teoria Hipodérmica diz no que você pensar. Nela, a informação (estímulo) é jogada para as pessoas que imediatamente obedecem (respostas) a esses estímulos. Desenvolveu-se no período entre - guerras. Nesse momento da História os valores de família e coletividade foram perdidos e a individualidade ganhou destaque. O indivíduo isolado, (como átomo) na sociedade é objeto de atuação dessa teoria.

TEORIA CRÍTICA
Fundada pelos estudiosos da escola de Frankfurt, critica a sociedade de consumo, consumismo exagerado e a indústria cultural. Opõe-se à todo tipo de reprodução que a indústria cultural proporciona. Pela Tória Crítica, todo o consumismo gerado pelo capitalismo deve ser contestado.

TEORIA DO ESPELHO
Foi a primeira teoria usada par atentar mostrar como as notícias são como são. A Teoria do Espelho diz que as notícias refletem a realidade nua e crua, tal como um espelho reflete uma imagem. Aqui, o jornalista é apenas um mediador desinteressado de notícias, subjetivo. Mas é passiva de crítica, pois toda reflexão é distorcida. Portanto, as notícias não refletem a realidade como ela é.

AGENDA SETTING OU AGENDAMENTO
Ela diz que as notícias sofrem um agendamento pelos meios de comunicação. Assim, tudo que é noticiado e comentado, foi pré-estabelecido pela mídia. É um agendamento da mídia que se torna agenda do público também, pois as conversas giram sempre em torno de algo noticiado. A Agenda Setting diz sobre o que você pensar. Sua atuação é em longo prazo. Vale lembrar que ela é uma hipótese e não uma teoria.

ESPIRAL DO SILÊNCIO
A Espiral do silêncio vem na contra mão da Agenda Setting. Dizemos que um assunto caiu na Espiral do Silêncio quando este deixa de ser noticiado pela mídia e conseqüentemente comentado pelo povo. Para evitar cair nesse esquecimento, muitas pessoas de idéias contrárias ao que a mídia diz, acabam aceitando esses posicionamentos. O medo da solidão causado pela Espiral do Silêncio induz as pessoas a aceitarem as opiniões de uma minoria que se passa por maioria, pois estão ao lado da mídia.

NEWSMAKING
Numa tradução ao pé da letra, Newsmaking seria os “fazedores de notícias”. Dá ênfase ao processo de produção das notícias. À potencial transformação dos acontecimentos em notícias. Compreende as etapas básicas do Jornalismo: captação, processamento e divulgação de uma notícia pelos meios de comunicação para o povo. Com um enfoque sobre as rotinas produtivas, a Newsmaking acredita nas notícias como construtoras da realidade.

GATEKEEPER
A Teoria do Gatekeeper trata dos selecionadores de notícias. São as pessoas, dentro de um veículo de comunicação, que têm o poder de decidir se um acontecimento vai ser noticiado ou não. São os filtradores de informações, de acordo com a política e interesse do veículo.

TEORIA ORGANIZACIONAL
A Teoria Organizacional diz que as notícias são dependentes dos meios que a empresa disponibiliza para sua produção. Aqui, as empresas estão sempre organizadas a manterem sempre o lucro. Aborda a organização da empresa na construção das notícias.

TEORIA INSTRUMENTALISTA
A Teoria Instrumentalista dia que as notícias atendem sempre a algum interesse político. Isso porque ela tem duas versões: a de esquerda diz que as notícias visam sempre manter o status do capitalismo, já na versão de esquerda as notícias questionam esse status do capitalismo. Desta forma, qualquer que seja a versão, elas estariam favorecendo a certos interesses. Independente de versão, a Teoria Instrumentalista acredita que as notícias constroem a realidade.

TEORIA ETNOGRÁFICA
A Teoria Etnográfica requer uma pesquisa de campo. Por ela o repórter ao ser pautado, deve ir à sua fonte, conviver um tempo com ela, livrar-se de suas idiossincrasias sobre o seu objeto de estudo. Passado certo tempo, o profissional voltará à redação e agora, com um vasto conhecimento sobre o assunto, escreve sua matéria. Seu ponto crítico é pelo fato dos profissionais viverem sempre pressionados pelo deadline, ou seja, a pressa pelo fechamento das matérias não lhes-dá tanto tempo assim.

TEORIA GNÓSTICA
A Teoria Gnóstica trata dos rituais que os focas (jornalistas iniciantes) passam ao entrar nas redações. Sem experiência, os iniciantes na profissão são submetidos aos mais variados ritos. Por exemplo, quando alguém os manda pegar uma tesoura para cortar a imagem. São rituais que estão presentes em quase todas as profissões.

TEORIA DA NOVA HISTÓRIA
Pela Teoria da Nova História o jornalista deve ter uma postura crítica em relação às fontes. Por ela, documentos originais, pessoas de cargos de confiança, entre outros, devem ser questionados quanto ao valor das informações que prestão. Aqui, as informações devem ser analisadas levando-se em conta as causas, conseqüências e possíveis repercussões. Em síntese ela diz: Jornalistas duvidem de tudo, inclusive de vocês próprios.

Daniel Silva disse...

FRACTAIS BIOGRÁFICOS OU BIOGRAFIA SEM FIM

Trata-se de uma nova forma se fazer biografias.O jornalista ao fazer uma biografia tenta organizá-la em forma cronológica dos acontecimentos da vida da pessoa, como:começo, meio e fim. Por esta teoria, as biografias devem ser escritas em fractais, ou seja, com a vida do biografado dividida em pedaços. Por exemplo: o estudante, o empresário. Cada um livre dos demais. Quem ler um fractal, não precisará ler os outros para entender aquela parte. Além de cada pessoa poder fazer a sua biografia sobre aquela pessoa. Como cada um ver o outro diferente, a biografia se torna UMA BIOGRAFIA SEM FIM.

Daniel Silva disse...

DEFINIDORES PRIMÁRIIOS

A Teoria dos Definidores Primários trata do poder que determinadas fontes têm de estarem sempre construíndo as notícias do dia-a-dia. São as chamadas fontes institucionalizadas que dão credibilidade às informações. Na pressão do deadline, os repórteres não têm dúvidas, procuram logo essas fontes que quase sempre têm uma declaração forte a fazer.

FOLKCOMUNICAÇÃO

Criada pelo pernambucano Luís Beltrão, a Folkcomunicação é baseada no TWO STEP FLWO (comunicação em dois níveis), ou seja, você recebe uma informação e a repassa no mesmo nível cultural do seu receptor. Trata-se de alternativas de comunicação, que está entre o popular e o erudito. Um exemplo de Folkcomunicação são as cruzes colocadas às margens das estradas para indicar que ali morreu alguém.

Daniel Silva disse...

Os americanos no topo

A Independência dos Estados Unidos significou um momento de conquista. Desde então, os americanos caminharam rumo ao progresso e ao topo do domínio mundial. O país chega ao século XXI como a superpotência e cada vez mais espanja seu poderio bélico. Nem mesmo as crises enfrentadas pelo governo Bush são capazes de abalar o sistema de governo do país, que parece ter surgido para comandar. Neste último 4 de julho, aniversário de sua Independência, os EUA comemoram por serem o país modelo. Se não são modelo de humanização, são modelo de liderança. Se formos apontar os males do país certamente são inúmeros, mas a verdade é que temos que ceder. Os EUA estão na direção e mesmo sem querermos, temos que seguí-los como as ovelhas seguem seu pastor. Pró-americanos, não. Apenas reconheço que eles buscam o que querem e se dominam o cenário mundial, algo de bom eles têem.

Daniel Silva disse...

Magnífica

A festa de abertura dos jogos PAN-AMERICANOS, Rio 2007, foi sem dúvidas um espetáculo. Com um show de cor, luz e aquela energia típica dos brasileiros, o Rio de Janeiro recebeu nesta sexta- feira,13 as 42 delegações que disputarão o Pan. Tudo foi impecável e maravilhoso. Mais o meu destaque é para o caráter nacionalista da festa. O Brasil fez uma grandiosa festa sem imitar ninguém. Na exuberãncia de seus artistas, mostrou todas as suas potencialidades. "Vivendo essa energia", foram 2 horas de uma magia sem igual. O Brasil foi sublime e soube muito bem se representar.

Daniel Silva disse...

Ao pé da letra

O maior acidente da história da aviação brasileira, quem diria, não foi um acidente. Por mais paradoxal que seja esta afirmativa a faço com segurança. Primeiro, baseio-me no significado real da palavra 'acidente'. Pelo dicionário aurélio, o termo significa "acontencimento casual, imprevisto." Segundo, nas declarações de alguns especialistas que garantem que aquela tragédia poderia ser evitada.
Ora, se um dia antes, portanto segunda, 16, um avião bem menor já teve problemas na hora de pousar porque a pista estava molhada, era óbvio que um avião como o AIR -BUS, muito maior, também iria ter.
Logo, esta tragédia não foi algo casual, imprevisto, pois os responsáveis pelo aeroporto já tinham tido uma prévia.
Talvez os meus comentários sejam frutos de um crítico observador e só os tenha feito porque tudo isso já aconteceu. Mas os técnicos que poderiam ter mudado esta história não. Eles têem a sensibilidade necessária para perceber quando algo nestas proporções possa acontecer. Até porque não foi o primeiro caso. Outras vezes, aviões não conseguiram realizar seus pousos com sucesso e por pouco não acontecia o pior.
Infelizmente o desastre já aconteceu. Só nos resta agora torcer para que outros "ACIDENTES" deste naipe não aconteçam. Porque a casualidade pode nos afetar a qualquer momento, isso foge do nosso controle, mas ser vítima de algo pré-acontecido, aí já é demais.

Daniel Silva disse...

Encontro de férias

Estas minhas férias, sem dúvidas, não foram iguais às outras. Acabo de chegar de uma viagem espetacular, onde, pela ponta da caneta de Fernando Morais, encontrei-me com aquele paraibano que construíu um império de comunicação. Acabo de ler "Chatô, o rei do Brasil".
Escrito de forma magistral, tiro aqui meu chapéu para seu autor. Sempre iniciando e terminando os fatos, Fernando Morais contou ao longo de 700 páginas a vida do magnata dos "ASSOCIADOS". Seu império de comunicações fez do Brasil um exemplo na atividade jornalística.
Hoje não tenho dúvidas, o pofissional de jornalismo tem de ler "Chatô". Quando comecei a lê-lo tinha uma espectativa muito grande: como seria o encontro de Chateaubriand com Samuel Wainer. Com o passar das folhas descobri que para Chatô, Samuel Wainer não teve tanta importância e tudo que Wainer fala em seu livro "Minha Razão de Viver", sobre Chateaubriand não é respondido.
O ponto crítico talvez seja o final do livro. Achei que este deveria ser focado nas conquistas e contribuições de Chatô para a imprensa brasileira. Mas tenho de admitir, quem escreve de forma brilhante como Fernando Morais, sabe muito mais que eu. E poder, cultura e mulher, eram realmente os amores de Francisco de Assis Chateaubrind Bandeira de Melo. Mais amado ou odiado não importa, foi apenas um gênio do jornalismo.

Daniel Silva disse...

Penso, logo checo

No jornalismo, a Teoria da Nova História diz, em resumo, que os jornalistas devem duvidar de tudo, ou seja, que as informações que recebem devem ser, antes de serem publicadas, checadas.
Por falta dessa atenção, a classe jornalística foi criticada pelo deputado João de Deus, (PT) na sessão da Assembléia Legislativa deste dia 12/07. A crítica foi baseada numa matéria que dizia que as máquinas responsáveis pela recuperação das PI 113 haviam sido retiradas do local. Informação que segundo o deputado era falsa.
Se a informação era falsa, o jornalista cometeu um grave erro. Nossos profissionais de comunicação não podem ser tão descuidados assim. Além de ficarem desprestigiados, também colocam em dúvidas a nossa imprensa. Não se admite um erro primário desses.
A imprensa está informando toda uma sociedade e não pode deixar espaço para interpretações maldosas com relação à sua atuação, Jornalistas abram o olho.

Daniel Silva disse...

Missão cumprida

No programa "Observatório da Imprensa" deste dia 07-08, esteve em pauta um assunto que gera muitas discussões em torno da nossa imprensa. Trata-se do uso de informações sigilosas por parte da imprensa.
Nos estúdios da TV CULTURA, Mário Magalhães, ombudsmam da Folha de São Paulo, Marco Maia, relator da CPI do Tráfego Aéreo, entre outros especialistas discutiram sobre o assunto.
Para Marco Maia, é preciso em primeiro lugar definir que informação é sigilosa ou não.A maioria das informações das 'caixas pretas' ao seu ver, são factuais e, portanto, devem ser divulgadas para a população.
Já para Mário Magalhães, as informações sigilosas devem ser divulgadas sim, mas claro, com muita responsabilidade. Deve haver uma checagem minuciosa para não por em risco a credibilidade da imprensa. Segundo o jornalista, a divulgação dessas notícias sigilosas era importante, o que não pudia existir eram conclusões precipitadas, como foi o caso.
Como futuro jornalista, creio que a imprensa fez bem, afinal do outro lado estava todo um país querendo saber realmente o que ouve. Nesse caso, a imprensa cumpriu sua função de informar a sociedade. Se alguém não gostou do vazamento de certas informações, que tivessem tomado os devidos cuidados. O FURO é o objetivo de qualquer meio e uma informação exclusiva nas mãos de um jornalista vai ser sempre publicada.

Daniel Silva disse...

Não ao individualismo

Uma matéria exibida na JORNAL ANTARES, no dia 12-07, mostrou que a corrupção está causando nos brasileiros um sentimento individualista. A explicação para tal fato é muito simples: o povo escolhe seus representantes e estes, quando chegam ao governo não os representam. O povo então conclui - NÃO VOTO MAIS. Serei meu próprio representante. Sem votar, deixam de participar da nossa Democracia.
A corrupção que tanto mal nos causa, agora quer nos tirar um direito que levamos anos para conquistá-lo. O direito à Democracia. Se bem que neste país, esta palavra requer uma análise profunda quanto ao seu real significado.
Mas acredito que ser crítico quanto ao sistema político de uma nação não é excluir-se dos problemas, como os de corrupção por exemplo. É, antes de tudo, reivindicar mudanças nas leis que regem o país. Não podemos perder para esse mal que tanto nos rodeia: A corrupção.

Daniel Silva disse...

Fim do sonho, recomeço do pesadelo

Mais que toda a população brasileira, a população carioca tem motivos de sobra para lamentar o fim dos Jogos Panamericanos. É que com o fim da competição foram embora não só os atletas, mas também o clima de paz e tranqüilidade que reinava na cidade maravilhosa.
Eu, aqui, chego a achar que a violência no Rio nunca acabou. Apenas não era mostrada, afinal em plena disputa por medalhas e recordes, não ficava legal mostrar as disputas pelos pontos de drogas e outros crimes que acontecem no Rio de Janeiro.
Até desço de meu cavalo crítico e reconheço o enorme esforço feito pelas tropas encarregadas de manter a segurança nas cidades cariocas durante o "RIO 2007". Mas uma coisa é certa. Durante os Jogos Panamericanos, nenhuma notícia de violência foi divulgada pela mídia. Não como é de costume. Se a polícia foi tão eficiente assim naquele período, porque não é mais. É, porque agora todos os telejornais trazem nas manchetes notícias de mortes, roubos, tráfico, etc. Ou seja, voltou tudo ao normal.
Se a violência no Rio foi mascarada pela TV, isso é o que menos importa. A população carioca precisa de segurança o tempo todo. Não só quando tiver algum evento do porte do que acabou. Segurança é direito público e tem de ser cumprido.

Daniel Silva disse...

Esqueceram de mim

No aniversário de Teresina não tive a oportunidade de visitar todos os seus pontos turísticos para saber como eles participaram desta festa. Afinal, nada mais estratégico que comemorar seu aniversário nos locais que mais a caracterizam. Se bem que são poucos.
E foi exatamente a falta desses locais para lazer que eu acabei passando o dia em um. Me refiro à falta de lazer público mesmo, porque a maioria da população de Teresina não tem condição de ir aos clubes particulares. Estes sim, passaram o dia cheios, mas pena que seus sócios, na maioria, nem sabiam que era aniversário da nossa cidade verde. Cidade verde ou é cinza. Cinza do concreto que invade as nossas ruas substituindo o verde das gramas, ou cinza das folhas secas em nossas árvores?
Bem, não só fui a um ponto turístico, como acabei ficando por lá o dia todo. O privilegiado foi o Parque da Cidade. Como já mencionei, não sei como foram as comemorações nos outros pontos, mas lá no Parque foi fraquinha. Aliás, não foi. Não teve nada. Nem uma bandinha, nem uns violeiros fazendo rimas. Tinham, como de sempre, umas famílias que como eu não encontraram outras opções de lazer e acabaram parando lá. Mas não posso deixar de registrar a presença de uma orquestra sensacional. "Orquestra Filarmônica das Cigarras". Pois bem, elas animaram o Parque durante todo o dia. Escondidas por entre as folhas, elas pareciam protestar em seus cantos contra a falta de investimentos e atenção. Poxa, era aniversário e nem um bolinho.
Não sei os critérios políticos adotados na escolha dos pontos que são homenageados, mas acredito que aquele Parque não poderia ter ficado jogado ao esquecimento. Tem uma estrutura maravilhosa e poderia ter sido palco de uma grande festa. Suas trilhas bem planejadas, ontem, serviram apenas para que meus pensamentos percoressem e refletissem sobre a sociedade que vivo.
Já a noitinha vim embora deixando para trás aquele Parque com a cara de quem teve seu aniversário esquecido.

Daniel Silva disse...

"O brilho da morte"

O Programa "Linha Direta", da Rede Globo, do dia 09-08, mostrou o drama das famílias envolvidas naquele que foi o maior acidente radioativo em área aberta do mundo. O acidente, em setembro de 1987, com o Cesio 137.
O acidente completará no próxomo mês vinte anos. Os envolvidos foram vítimas não só do isótopo radiativo, mais que isso, foram vítimas da injustiça brasileira. A pena para os causadores foi mínima e as vidas perdidas lá não tiveram seus valores reconhecidos.
Das mais de 600 vítimas, mais de 170 ainda hoje lutam por idenizações. O acidente com o Cesio 137 não deixou só mortos. Por trás daquele "pozinho iluminado" surgiram depressão, vícios, morte física, etc. Hoje, as vítimas lutam por justiça, contra o preconceito e travam a maior das lutas que é pelo respeito.
Quase duas décadas depois daquele acidente, fica provado que a justiça brasileira ainda deixa muito a desejar. Não quero aqui colocar em discussão sua atuação, apenas reconheço que quem causa uma tragédia como aquela merecia pagar a altura.
Mas infelizmente é assim. Foram só umas famílias simples que morreram. Talvez se o acidente tivesse ocorrido em um condomínio de luxo, os culpados teriam pago como se espera.
As vítimas continuam lutando somente com uma certeza. Ninguém será mais penalizado que elas próprias.

Daniel Silva disse...

Um bobo no espaço

Como bom piauiense, não poderia deixar de me associar à toda a população que está indignada com as declarações do presidente da Phillips para a América Latina, paulo zottolo. Ao afirmar que o Piauí não faria falta ao Brasil caso fosse tirado do mapa, paulo zot'tolo mostrou-se um grande desinformado. Primeiro porque aqui está o berço do Homem Americano, depois porque aqui está o maior delta a céu aberto do mundo e porque aqui foi travada, talvez, a maior batalha pela libertação do Brasil, a Batalha do Jenipapo, para não citar outros exemplos.
O Piauí, é tão importante quanto qualquer Estado da Federação. O país é formado por unidades federativas e cada uma tem sua importância na formação do todo.
Ele deve ter trauma do nosso estado sabe-se lá porque. Prova disso, são declarações suas em 2005, quando trabalhava para a 'NÍVEA'. Em entrevista na cidade de Nova York (EUA), "ele" falou mal de Teresina dizendo que a 'NÉVEA' em Nova York era que nem Teresina, a capital do Piauí, todos sabiam que existia, mas poucos a conheciam. As declarações agora abusivas ao Estado, só provam sua falta de respeito por nossa gente.
Dizer isso é desconhecer até a própria profissão que exerce, pois o nosso estado é grande consumidor dos produtos da empresa que "ele" diz representar.
"Ele" realmente não sabe nada de nada e tenho uma certeza: "Ele" sim não faz falta à sociedade. À nenhuma sociedade.

Daniel Silva disse...

Não à ditadura do deadline

O Jornalismo submeteu-se, desde sua origem, a uma grande transformação no tacante à sua prática. Essa transformação está atrelada ao avanço dos meios tecnológicos.
Gabriel Garcia Marques presenteia a classe jornalística com o texto "A melhor profissão do mundo". O texto fala de uma época saudosa do Jornalismo, que os profissionais tinham bastante tempo para refletirem sobre o que escreviam. O repórter como centro do Jornalismo, podia criticar e elogiar seu trabalho e o dos amigos antes de o jornal ser impresso e publicado, isso porque era costumeiro as reuniões de véspera.
Hoje, na correria do mundo moderno, aquela época é lembrada com saudades pelo autor. Tudo evolui na valocidade das tecnologias e como falta esse acompanhamento pelos jornalistas, eles estão muito mais preocupada em informar do que em formar a sociedae com o seu trabalho.
A tecnologia que seria para facilitar o trabalho dos profissionais (e isso faz muito bem), também os encarcera. Nesta velocidade, a ética muitas vezes é deixada de lado e põe em suspeita os agentes da comunicação.
Como formando, sei que aquela época não voltará. Então, precisamos nos adaptar a essa evolução e fazer um jornalismo sério e responsável. Se a ditadura do deadline quer nos fazer repetitivos, sejamos criativos e mostremos que a academia nos prepara para a "guerra" nas redações e ruas, enfim, neste mundo maravilhoso do Jornalismo.

Daniel Silva disse...

Exemplo de Democracia

Vivemos hoje em uma sociedade marcada, em sua maioria, pelas desigualdades. Fato que ocorre em virtude da má distribuição da nossa renda. Mas em nosso meio também existe um oásis, um lugar onde não existe divisão por classes sociais, mas sim por talento. É o futebol.
Amado por toda a nação brasileira, o futebol constitue-se assim, em uma das poucas representações da nossa sociedade onde não importa de onde você veio, sua formação, ideologia, raça. No mundo dos gramados o seu sucesso só depende de você. O grande jogador logo irá para a seleção e será reconhecido em todo o mundo. Ninguém vai perguntar pelo seu diploma.
Nos campos, é certamente um dos locais onde a Democracia é mais bem utilizada e respeitada. O negro de pernas tortas é tão aclamado quanto o branco de olho azul. Pode ser o graduado(o que é raro), pode ser o analfabeto. Não importa se veio do interior ou se nasceu em berço de ouro. Dentro das quatro linhas nada disso importa. Todos se nivelam. E hipinotizados pelo gira da bola na grama verde, a esperança de cada um se eqüivale.
Desta forma, o futebol vai cumprindo sua missão: não só alegrar seus fãs, mas acima de tudo, proporcionar igualdade entre todos. As desigualdades que nos cercam, aqui, não encontram lugar. Quem pratica o esporte, creio, sente-se mais cidadão.

Daniel Silva disse...

Independentes ou Dependentes

No útimo dia sete de setembro, o Brasil comemorou seu aniversário de Independência. Agora já são 119 anos livres de Portugal. Em mais de um século de independência, este país, lindo por natureza, conseguiu inúmeros avanços e hoje, é, entre aqueles em desenvolvimento, um dos mais promissores. Temos muitas riquezas e mais teríamos se não fosse aquela exploração de anos atrás.
Na teoria, somos, sem dúvida alguma, um país totalmente livre. Mas na prática, nos bastidores da administração, não é bem assim. Tão figurativa quanto aquele quadro pintado por Pedro Américo, que mostra Dom Pedro proclamando a Independência, talvez seja a nossa liberdade. Se não vejamos: devemos um absurdo de dívida externa; grande parte das tecnologias que temos aqui são desenvolvidas na Europa; estamos a todo momento importando moda (nas suas mais diversas formas); até boa parte daquilo que comemos tem influência da comida americana. Em suma, somos, subjetivamente dependentes. Agora não só de Portugal, mas da Europa toda.
Aprender com os melhores é louvável e até admiro essa dedicação que temos em aprender algo novo. Se somos um país de Terceiro Mundo devemos buscar tecnologias onde elas são desenvolvidas. Isso não se discute. Apenas acho que com o potencial que temos e com a nossa inteligência poderíamos não só produzir tecnologias (produzir mais, porque já produzimos) mais colocar em primeiro lugar a valorização da nossa cultura.
Ser independente também diz respeito a um valor nacionalista. Somos uma das nações mais ricas culturalmente do mundo e precisamos "comê-la", "vestí-la", "cantá-la", "escrevê-la", cada dia mais.
Ser independente é também valorizar o que é nosso e ser responsável e co-organizador da sociedade que vivemos.

Daniel Silva disse...

Felicidade

Em tempos como este em que os times da capital só pagam micos, principalmente o Flamengo,que nem da segunda divisão do campeonato piauiense vai sair, é maravilhoso saber da façanha do Barras na terceira divisão do campeonato brasileiro. O time interiorano tá botando pra quebrar. Dá-lhe Barras!

Daniel Silva disse...

consumismo Cultural, zero

Mais uma vez a programação da "TV CULTURA" dá show. No programa "Opinião Nacional" apresentado nesta última quinta-feira, seis de setembro, o tema abordado foi o "INCENTIVO AO CONSUMO DE CULTURAS PELA SOCIEDADE". Este tema traz à tona um grave problema do nosso povo: a falta de consumo cultural.
Só para se ter uma idéia de como este problema é sério basta dá uma olhada nos números. Dos mais de 180 milhões de habitantes, apenas dez milhões têm o hábito de consumir algum tipo de cultura. Logo aqui, um lugar tão rico culturalmente e com tantas pessoas envolvidas no processo educativo. O programa mostrou pesquisas que indicavam um número enorme de brasileiros empenhados na formação da nossa gente. São entre 50 e 60 milhões de pessoas trabalhando em algum segmento da educação. Mesmo assim, o nosso consumo de cultura é baixo.
Isso revela que não adianta só formar as pessoas. Elas precisam ter onde buscar estas artes. Se a culpa é toda do governo, eu não sei. Mas ele tem a sua parcela. Pela ONU (Organização das Nações Unidas), todo país em desenvolvimento tem de destinar 1% do PIB (Produto Interno Bruto) para investir em cultura. No Brsil, este investimento não chega nem a 0,7%, o que é lamentável. Sem investimentos o que temos são números preocupantes do ponto de vista cultural.
O "Opinião Nacional" revelou que seis em cada dez brasileiros nunca viu um espetáculo de música; também que 10% das cidades do país não contam com sala de cinema e o mais grave, que 90% da nossa população nunca foi a um museu.
Tenho certeza que só seremos um país de primeiro mundo quando estes dados mudarem. Para sermos um país desenvolvido precisamos crescer culturalmente. Precisamos, como bem mostrou o programa, de incentivos para que esta busca pelas artes seja fácil e agradável. Cabe aos governantes trabalharem para mudar este quadro, pois produzir cultura já produzimos todos os dias, o que queremos é consumir.

Daniel Silva disse...

Dia de festa

Há 57 anos Assis Chateaubriand inaugurava a primeira TV no Brasil. Era o começo da implantação da mídia que a todos fascina e que está em praticamente todos os lares do Brasil. Quanto à sua programação tem os que não gostam e falam da sua influência em muitas das coisa erradas que a sociedade pratica. Mas na verdade, ela é a principal fornecedora de notícias. Não podemos pôr a culpa por nossas atitudes em algo que é feito pelo próprio Homem. Se ela influência, não é este o seu propósito, além do mais todos somos livres e desimpedidos para fazermos o que quisermos.
Não importa se a amam ou a odeiam, o certo é que ela surgiu para unir nações e mostrar culturas novas. Parabén à TV brasileira

Daniel Silva disse...

Censura por um dia

No ano de 1964,quando iniciou o período do Regime Militar no Brasil,a Imprensa sofreu muito. pois deixou de exercer sua função perante a sociedade. Ou seja, deixou de informar de forma livre.
Aquele tempo passou e hoje ela pode representar cada cidadão. Mas um olhar mais atento irá perceber que ela foi impedida de cumprir este papel. Na Sessão do Plenário que iria decidir pela caçassão ou não de Renan Calheiros, a Imprensa ficou de fora. Garantidos por uma lei da própria Constituição Federal, os deputados realizaram uma sessão secreta e o povo, anciosos pelo resultado, perdeu todo aquele ESPETÁCULO. Isso foi uma vergonha tão grande quanto o reusultado daquela Sessão.
Vejam quanta ironia, logo a Impresa que tanto expôs o assunto, ficou a ver navios. Roeu todo o osso e na hora do filé tiraram da sua boca.
O programa "Observatório da Imprensa" deste dia 18 /09 reuniu um grupo de especialistas para discutirem o assunto. Todos demonstraram suas indignações com o absurdo que foi feito com a nossa Imprensa. A Democracia, o direito à imformação pssou longe.É Brasil, sil, sil.

Daniel Silva disse...

Homenagem

No próximo dia 19 de outubro, aniversário do Piauí, a TV Cidade Verde promoverá uma grande festa em homenagem aos 223 municípios do estado.Cada centro administrativo receberá uma plantinha, que representará a existência do município.
A festa será no Parque Zobotãnico onde as mudinhas ficarão para receber as visitas do povo e também suas demonstrações de amor.
Agora quando você quiser lembrar da sua cidade já sabe onde encontrar seu símbolo, além de visitar um dos pontos turísticos da capital piauiense.

Daniel Silva disse...

AnAlFaBeTiSmO O qUe MeSmO???

Quantas vezes você já ouviu alguém discutindo o tema "Analfabetismo Funcional", aliás, você sabe a que esse termo se refere?
Pois bem, esse tema está tão presente em nosso meio que nem nos damos conta. Mas você que ligou seu televisor nesta quinta-feira, 27/09, na TV Cultura e acompanhou o programa "Opinião Nacional" entendeu um pouco dessa questão. Soube também que 60% dos jovens e adultos do Brasil não terminam o ensino fundamental. Vem desse número grande parte desse analfabetismo funcional.
Esse tipo de analfabetismo refere-se às pessoas que estudam, mas não aprendem o suficiente para usar a leitura e a escrita como forma de si informarem.
Talvez esteja na hora de darmos mais atenção à proposta do senador Cristavam Buarque(PDT-DF), que traça uma nova forma de focar a educação. Pra ele, o que temos a fazer é voltar mais nosso olhar para a forma como estamos 'aprendendendo' e não como estamos 'ensinando'. A dedicação deve ser com o APRENDER.
Independente do foco com relação à educação, precisamos de mais incentivos e capacitação para que no futuro possamos comemorar nosso progresso. E para isso uma educação de qualidade é indispensável.

Daniel Silva disse...

Sujeito ativo, sociedade igüalitária

O desenvolvimento de uma sociedade se dá através do estudo daquilo que a compõe. O estudo das Teorias da Cultura de Massa, preocupada com os elementos que permitem a troca de informações; o estudo das Teorias da Comunicação Popular, objetivando o conjunto de culturas de um povo; e o estudo das Modalidades de Participação Comunitária, mostrando como a comunidade pode participar, constituem formas de estudos voltados para a sociedade.
O século XX configurou-se como um período de expansão dos meios de comunicação de massa. Os mass media e as tecnologias diversas criaram a chamada igualdade de comunicação. Nesse contexto, as Teorias da Cultura de Massa surgiram para consolidar esses meios e introduziram, por meio dos Estudos Culturais na Inglaterra e dos Estudos da Recepção na América Latina, grandes novidades.
O primeiro estudo, na década de 60, na Inglaterra, introduziu as análises das mediações usando a comunicação. O foco não eram os meios, mas sim, as mediações, a forma como as notícias eram mediadas e publicadas. Também teve destaque a igualdade de culturas, que foi proporcionada graças à televisão. Neste ponto de igualdade cultural, lembro-me de Marshall Mcluham, considerado o profeta da Aldeia Global. Esses estudos atestam o que Mcluham fala, que o mundo já é uma aldeia global, onde todos se comunicam. Já a Recepção de Informações na América Latina, proporcionou uma descoberta quanto ao processo de recebimento das informações. É aquele sujeito ativo, que ouve e faz parte das comunicações do dia-a-dia. Outro algo novo que surgiu foi a integração do social nos estudos da comunicação. Para isso houve uma participação de movimentos sociais, culturais e comunicacionais. É a sociedade integrada e participativa. Não há passividades na recepção. É exatamente a idéia defendida por Cecília Peruzzo, em seu livro “Comunicação e Culturas Populares”. A autora fala na “não participação como forma de participar”.
Outro estudo importante na busca por um desenvolvimento social é através das Teorias da Comunicação Popular. Do Popular-folclórico, que aborda os vários tipos de cultura da população, passando pelo Popular-massivo, que é a forma de comunicação adotada pelos meios de comunicação de massa, com destaque para a disseminação da comunicação, até o Popular-alternativo. Este último, mostra a comunicação dos movimentos sociais com todas as suas nuanças e apresenta duas fases, cada uma, com os meios se comunicação agindo de forma diferente.
A fase dos anos 80 revela os meios de comunicação como possíveis modificadores da sociedade nas suas diversas formas. São veículos para luta, reivindicações e conquistas. Tais meios, de cunho alternativo, vão contra os meios de comunicação de massa. Questionadores, inquietos, confrontantes são algumas de suas características. Mas, com todos esses ideais utópicos, não é difícil perceber que seriam perseguidos e não ganhariam tanto apoio. Vivendo em um sistema como o nosso, é complicado manter uma linha de pensamento e trabalho como esta surgida nos anos 80. Tanto é verdade que um pouco mais tarde se percebeu a inviabilidade do uso dos meios de comunicação para esse fim. Aí, mudou tudo, e deu no que deu.
Terminada a euforia dos anos 80 e iniciada a nova década, surge a outra fase do Popular-alternativo. Agora, os meios de comunicação abrem espaços para a participação da sociedade. São flexíveis e de fácil acesso. É claro que essa facilidade de acesso aos meios tem por trás um interesse, seria uma forma de moeda de troca.
A tecnologia disponível é a facilitadora de tudo isso. As ações da comunidade ganham destaque e os mídias se inserem nelas. Cumpridores de uma função social na luta por uma boa qualidade de vida dos excluídos e de todo o planeta é assim a atuação dos meios de comunicação nos anos 90.
Com relação aos tipos de participação nos veículos de comunicação, a autora Cecília Peruzzo nos fala de três modalidades participativas. A Não-participação – o indivíduo se sujeita ao que for decidido verticalmente como forma de protesto; a Participação-controlada – acontece em meio a certos limites; e a Participação-poder – valorização da pessoa ou grupo social.
Cada forma de participação traz consigo fatores que mostram essa participação das pessoas nos médias. Na primeira, temos o fato das pessoas verem o ato de participar como uma forma de obter status, de decidir alguma coisa, de ganhar poder. É também sentir um desejo de protestar. Na segunda, os fatores são de exposição. Ou seja, as pessoas quando representam organizações têm uma maior facilidade de se relacionarem com os meios. Outros fatores são a possibilidade de ajudar sua cidade a crescer, através de decisões que beneficiem seu município; a facilidade de participação dada pelos mass média às pessoas apenas para dá a idéia de que o povo está ajudando nas tomadas de decisões. É uma forma de pseudoparticipação; a possibilidade da conquista da cidadania e individualidade; e o fato da comunidade achar que está agradando politicamente à sociedade, mas na verdade todos os projetos, que eles dizem ter ajudado a decidir, já estão pré-definidos. Já na terceira e última forma de participação, os fatores que ajudam a explicar a participação popular são o exercício da democracia como valorização do sujeito; a idéia de construção de um sistema; o ato educativo e a consolidação de aspectos sócio-econômicos e culturais. Logo, isso tudo vai impulsionando a comunidade cada vez mais a participar da atuação dos meios de comunicação.
Como já vimos, são muitos os fatores que ajudam a população a intervir, seja como for, na ação dos meios comunicativos. Mas o que fazer para que essa participação aumente? E também aqueles que não participam ainda, não é o momento de começarem a participar? Uma análise das modalidades comunicativas de Peruzzo, vai nos revelar algumas ações que podem acontecer para tal fim. É preciso, antes de tudo, acessibilidade, o conhecimento dos meios. Depois uma melhor organização e fortalecimento de grupos, maior consciência quanto ao real significado da palavra “participação”. Um maior espírito de liderança, bons contatos, boa influência e usar essa atuação para uma ajuda social, também pode ser trabalhado. Ter cuidado, sempre, para não si deixar manipular pela esfera política. Ser crítico com relação aos meios, percebendo seus verdadeiros interesses, quando estes facilitam essa participação. Um maior grau de estudo, aliado a experiências na área é fundamental. Não confundir individualidade com exclusão dos semelhantes, conhecer bem o sistema político e suas idéias, dominar o conceito de democracia e acima de tudo, ser comprometido com a sociedade que está ajudando a construir. Mas é claro que todos esses pontos só melhorarão se o governo criar mecanismos que sirvam de canal para si chegar a esse objetivo. Portanto, qualificar nossa educação é fundamental.
Somente com o desenvolvimento desses estudos iremos construir uma sociedade igualitária, com a ação dos meios voltada para o auxílio às comunidades. Com a participação do povo ajudando realmente a formar o espaço a sua volta e com a participação de novas pessoas, com idéias grandes e interessantes.